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35º Diário de Bordo - 11 a 14/11/2018

Chegamos na bela San Martin de Los Andes, e paramos do lado da rodoviária para caminharmos pela cidade. Conversamos com umas pessoas próximas e também com o guarda se era possível passar a noite ali. Disse-nos que sim e assim deixamos o nosso “Bison” e fomos dar uma caminhada pela praia do lago. Mais tarde, estacionou também o Jorge da Kombi, que está viajando pela América do Sul. Foi uma noite muito tranquila, pois a cidade é muito calma.

No dia seguinte, depois do nosso café da manhã, fomos fazer uma trilha em volta do Lago Lacar e o Jorge foi para o camping, pois necessitava de mais serviços. O dia foi muito bacana e também tiramos muitas fotos. Nós, gostamos muito desta cidade e desde que passamos por aqui da última vez, no ano de 2005, e ela cresceu muito! Mas, continua uma cidade interessante, charmosa e com muita atração turística. É o tipo de cidade que serve como ponto de apoio para descansar alguns dias e curtir os bons restaurantes. Como quebrei o óculos de grau para perto, tive que sair pelo comercio em busca de um provisório e da mesma graduação ou próximo. Não tivemos dificuldade em encontrar.

O nosso “Bison” chama a atenção e veio um senhor já com seus 80 anos de idade, de origem alemã conversar conosco. Tivemos um bom tempo de papo e ele contou a sua história e na nossa percepção, muito interessante, e também nos causou uma grande admiração por ele. Disse-nos que veio da Alemanha para San Martin  de Los Andes no ano de 1950 de moto e se apaixonou pelo local. Ele aprendeu o ofício de vaqueiro e com o passar do tempo se tornou pecuarista. Tentamos imaginar como seria a cidade naquela época. Em 2005 nem tinha asfalto para vir para cá, mais já era muito bonita. Ele estava também muito interessado pela nossa história e assim o papo foi longe.

Voltamos para o estacionamento do lado da rodoviária para passar a noite. De manhã cedo o guarda da rodoviária pediu para tirar o nosso MH dali. Não entendemos muito bem a situação, pois tínhamos pedido permissão. Logo vi o motivo: um outro viajante com um Motor Home americano, tinha estacionado atrás de nós e abriu o “Slide Out” que ocupava uma parte da calçada. Como ficava complicado pedir somente para veículo de trás, assim, solicitou a nossa saída. Falou-nos que não será mais permitido estacionar para passar a noite neste local. Muitas pessoas que viajam não entendem a diferença em estacionar para passar a noite e acampar. Em muitas cidades que viajamos permite estacionar, mas não acampar. Abrir o “slide out” é acampamento, pois traz riscos as pessoas se for na calçada, ou mesmo na rua para carros, depende de que lado abre o “slide out”. Em todas viagens que fizemos, jamais aconteceu isso conosco. Falar sobre esse assunto, já dá alguns capítulos. Bem, nós vamos seguindo com a nossa jornada, com muita simplicidade, respeito e harmonia, pois não queremos incomodar nem prejudicar ninguém. Solicitei onde podia estacionar, e ele me indicou na rua do lado onde estávamos e na mesma rodoviária.

Após esse pequeno transtorno, tomamos o nosso café da manhã, fomos circular pela cidade e estacionamos na praça principal da cidade. Caminhamos bastante e fomos almoçar num restaurante e comermos um belo assado. Ao voltarmos para o nosso “Bison” passamos pelo Grupamento dos Bombeiros e solicitamos se podiam fornecer água para nós. Foram muito prestativos e assim reabastecemos. Mais no final da tarde voltamos para a Villa Angustura e passamos a noite com chuva na entrada do parque.

O dia estava nublado quando acordamos de manhã. Bem, fizemos a nossa rotina de todas as manhãs, checamos todos os itens no “Bison” e pegamos a estrada RN 40 em direção ao entroncamento com a RN 215-CH e dali seguimos para a fronteira do Chile. Pouco antes do Passo Cardenal Samoré, a rodovia estava com os carros completamente parados. A fila estava enorme e não vinha carros no sentindo contrário. Ficamos numa expectativa muito grande, se era acidente na pista. O tempo foi passando e não vinha notícias, e assim, alguns veículos fizeram meia volta e voltaram. Logo, apareceu uma viva alma e informou que a Aduana estava sem energia elétrica e os trâmites estavam todos parados. Ficamos parados por volta de 3 horas quando os carros voltaram a se movimentar. Depois de um tempo chegamos na fronteira e fizemos todos os trâmites com muita tranquilidade e rapidez.

Continuamos pela RN 215-CH costeando o Lago Puyehue até a cidade de Entre Lagos. Dali pegamos a Ruta U-981-T passando pelo Desague Rupanco Norte e Lago Rupanco até ao entroncamento com a Ruta U-55-V e seguimos por ela até ao encontro com a Ruta U-551-V. Pegamos esta Ruta até a pequena e bela cidade histórica de Puerto Octay, e rumamos para o ponto alto da cidade e passamos a noite com a bela vista do Lago Llanquihue e do Vulcão Osorno.

Depois disso, conto no nosso próximo post.

Paso Cardenal Samoré (1)Paso Cardenal Samoré (2)Puerto Octay (1)Puerto Octay (2)Puerto Octay (3)Puerto Octay (4)Puerto Octay (5)Puerto Octay (6)Puerto Octay (7)Puerto Octay (8)Puerto Octay (9)Puerto Octay (10)SM de los Andes (1)SM de los Andes (3)SM de los Andes (4)SM de los Andes (5)SM de los Andes (6)SM de los Andes (7)SM de los Andes (9)SM de los Andes (11)SM de los Andes (12)SM de los Andes (13)SM de los Andes (14)SM de los Andes (15)SM de los Andes (16)SM de los Andes (17)SM de los Andes (18)SM de los Andes (19)SM de los Andes (20)SM de los Andes (21)SM de los Andes (22)SM de los Andes (23)SM de los Andes (24)SM de los Andes (25)SM de los Andes (26)SM de los Andes (27)SM de los Andes (28)SM de los Andes (29)SM de los Andes (30)V.Angostura.Rio correntozo (1)V.Angostura.Rio correntozo (2)V.Angostura.Rio correntozo (3)V.Angostura.Rio correntozo (4)V.Angostura.Rio correntozo (5)